PROPÓSITO É UMA QUESTÃO DE AUTOCONHECIMENTO

Atualizado: 19 de Jan de 2019


Por Edson S. Lima

Um jovem príncipe ouviu falar de uma árvore nobre, o Sândalo, que exalava excelente fragrância e era uma boa madeira. Então, ele escreveu cartas e as enviou à todo seu reino pedindo que lhe enviassem uma amostra de tal madeira. Levou semanas, meses sem ter alguma resposta. Certo dia descobriu que o lápis que tinha usado para escrever as cartas era de Sândalo. Moral da história: procuramos longe ou fora algo que está próximo ou que já possuímos.

Esse conto indiano ilustra o nosso tema. Falar de propósito é algo muito abrangente e de um alto nível de complexidade. Apresenta também significados diversos em função da faixa etária, cultura, época, localização, religiosidade e fatores sócio-econômicos. Para ilustrar, pense no contraste do conceito na cultura oriental e na cultura ocidental. Um oriental criado nas tradições locais, com base na família, espiritualidade e princípios morais parecerá antiquado na cultura ocidental, baseada no consumo, carreira e prazeres. Por outro lado, a vida de um artista de Hollywood será considerada vazia e fútil na cultura oriental tradicional. Evidentemente, isso não se aplica à cultura pós-comunista do Japão e da China. Veja um exemplo local. Conhece alguma mulher que tem o propósito de cuidar da família? Qual o valor de uma mulher que cuida dos filhos onde você vive? Embora seja um papel digno de muita honra, poucos de fato a valorizam ou reconhecem que a base de uma sociedade livre e consciente começa na família. É o mesmo que acontece com o professor na cultura ocidental. 

Nossas crenças, valores, padrões mentais e experiências nos dão direção na vida e são definidos e/ou reforçados ainda na etapa inicial da vida. É a velha história das sinapses neurais. Conhece? Assista ao filme Divertidamente, da Disney que ilustra de forma lúdica o processo Divino da formação dos padrões mentais. Pura neurociência, não? É mais ou menos assim: 

Após receber um estímulo (pensamentos, estresse, dor, prazer, ansiedade, medo), o cérebro cria um caminho ou trilha até formar um padrão mental que pode ser classificados em 3 estados:

- Luta (nível alto de excitação);

- Paralisia (neutro);

- Fuga (nível baixo de excitação);


A combinação desses estados com outros fatores, como valência (alegria e tristeza), fazem o indivíduo partir pra ação, ficar paralisado ou fugir, gerando desejo ou frustração e satisfação ou insatisfação.

Voltando ao assunto... O problema é que somos estimulados a buscar satisfação e propósito isoladamente, na carreira, no reconhecimento, no poder, na erudição, na autoestima, no consumo, na segurança, na espiritualidade ou em outras áreas. A sociedade também cria padrões do tipo: 'sem uma carreira você não é ninguém', ou 'seu valor está no que você faz'. Nem uma coisa nem outra: uma carreira bem sucedida não define o seu real valor nem o que você realmente é. Pense numa pessoa que no passado foi CEO de uma grande empresa mas que agora se encontra aposentada mas sem propósito. Eu vos digo: ninguém alcançará a felicidade se dedicando a uma carreira, sem desenvolver bons relacionamentos, boa espiritualidade e saúde mental e emociona ou se tiver tudo isso mas não se contentar com o seu papel atual e o que já conquistou. Ser feliz está diretamente relacionado a estar contente, ser grato, realista, perdoador (perdoar a si e a outros), justo, leal, ter autoconhecimento, ser humilde, flexível, ajudar outros e se relacionar bem. E ter propósito está relacionado a como percebemos e reagimos a tudo isso. Ai entra o tal do autoconhecimento, que é a percepção de si mesmo, das crenças, valores, habilidades, competências, adquiridos, aprendidos ou desenvolvidos ao longo da vida.

Autoconhecimento envolve conhecer suas forças e seus pontos a aprimorar, em um menor ou maior grau, entre eles, a autoconfiança, foco, coragem, resiliência, medo, perfeccionismo. Por exemplo, você descobre que precisa ter mais coragem, arriscar mais, ser menos inseguro. O próximo passo é colocar em prática este conhecimento, usando esses dados. Pode começar adotando hábitos que desenvolva a autoestima, fazer pequenas mudanças de atitude, questionar seu pensamento pensamento, monitorar suas crenças, ler assuntos relacionados ou buscar orientação de um especialista para preparar o terreno. Daí então, será mais fácil acontecer as coisas.

Gosto muito da metáfora do iceberg, na imagem acima. A maioria das pessoas só conhecem a superfície de si mesmo, os 5% (perfil). Ignoram as outras camadas mais profundas (motivadores, talentos, atitudes, pontos limitantes), os 95%. Apenas o autoconhecimento revelará a tais. Existe um fenômeno chamado permafrost, onde as camadas mais espessas de gelo não permitem que vegetais encontrem nutrientes necessários no fundo, afetando seu desenvolvimento. Quando não nos aprofundados no conhecimento de si, por bloqueio, por exemplo, ou não o aplicamos, podemos nos tornar infrutíferos, ou seja, não agir prontamente diante dos desafios e com assertividade, mesmo tendo conhecimento.

O Coaching é uma excelente metodologia dentro do processo de autoconhecimento. A principal função é te ajudar a encontrar as respostas que estão dentro de você, em sua "caixa preta" (subconsciente), através de técnicas e ferramentas emprestadas da psicologia, neurociência, RH, PNL, maiêutica socrática e outras. O Coaching não é o remédio nem promete ser ou trazer a solução, mas mostrar os caminhos e fornecer os meios para alcançar propósito, superação e satisfação na vida. Eu sou uma prova viva disso. Mas isso é uma outra história...

________________ Edson S. Lima é Consultor e Analista Comportamental, Coach, Trainer, autor de conteúdo​ digital e co-autor do livro Coaching Gerando Transformações.

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