Coaching, Psicologia Positiva e Método Cognitivo

Atualizado: 23 de Fev de 2019


Por EDSON LIMA

Entenda o papel do coach no processo de autoconhecimento, autogestão e aprendizagem transformacional do coachee e a relação do Coaching com a Psicologia Positiva e o Método Cognitivo Comportamental. 


Coaching

Coaching pode ser definido como processo de autoconhecimento, 

autogestão e aprendizagem transformacional assistido. É o “passo a passo” ou “plano de voo” para alcançar o equilíbrio consigo mesmo e com o meio, utilizando ferramentas e recursos de diversas ciências como psicologia, sociologia, neurociências, administração, gestão de pessoas e planejamento estratégico. O coach encoraja e apoia seu cliente (coachee) a direcionar suas energias e habilidades para a “autodescoberta de sua personalidade e padrões comportamentais, gerenciamento das emoções, estabelecimento de objetivos e metas, análise de obstáculos e resolução de problemas”, segundo Luciana Viana, coach e psicóloga.

Por se tratar de vidas envolvidas, o coach não deve interferir ou sugerir o que o cliente deve fazer. Fazendo uma analogia, imagine uma carruagem seguindo seu longo caminho numa estrada de pedras, onde o COACH é o condutor (ou tutor), a carruagem simboliza os MEIOS (ferramentas e técnicas do coaching), a estrada é o MUNDO REAL, o destino são os OBJETIVOS, o passageiro é o COACHEE (cliente), os trajetos são as DIMENSÕES HUMANAS (família, lazer, espiritualidade, equilíbrio emocional, vida social e profi ssional, saúde, desenvolvimento intelectual) e a bagagem são as CRENÇAS, VALORES, MODELOS MENTAIS, EXPERIÊNCIA DE VIDA, CONHECIMENTO, HABILIDADES e COMPETÊNCIAS do coachee.

O coach precisa entender de psicologia humana para compreender o comportamento de seus coachees (clientes) e entender o que os motiva, quais são suas barreiras e como trabalhar em cima disso. Psicologia é uma ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Podemos afirmar que “a psicologia estuda as emoções, as experiências humanas com o mundo ao seu redor, suas introspecções, processos de aprendizagem, intelecto e, é claro, a percepção do ser humano”.


Psicologia Positiva

Outra base do coaching é a Psicologia Positiva, um movimento mais recente da psicologia que surgiu nos anos 90 com a proposta de estudar as emoções positivas (felicidade, prazer), traços positivos do caráter (sabedoria, criatividade, coragem, cidadania), relacionamentos positivos (amizade, confiança, vínculos afetivos saudáveis) e as instituições positivas (escolas, empresas e comunidades). Sua principal diferença da psicologia tradicional, que trata dos distúrbios mentais (depressão, ansiedade, fobias, traumas), está em sua abordagem que potencializa as qualidades e as forças positivas da pessoa. A Psicologia Positiva “estimula o foco nas emoções, qualidades e comportamentos positivos, trazendo maior assertividade, controle emocional e foco” e suas disciplinas “promovem ainda a desconstrução de barreiras mentais, o aumento das perspectivas e da positividade, além de promover o autoconhecimento”. Método Cognitivo Comportamental

Segundo Luciana Viana, coach e psicóloga já mencionada, o “Método Cognitivo Comportamental é muito importante no processo de coaching pois, muitas vezes, o profissional se depara com uma série de erros cognitivos e crenças limitantes que travam a vida do cliente. O trabalho do coach é ampliar a visão das pessoas e apresentar possibilidades de novos caminhos, de novos modos de pensar, ser e agir. Graças à psicologia e à terapia cognitiva comportamental, existe o Método Cognitivo Comportamental, em cuja terapia ou processo de coaching estimula as pessoas a identificar e avaliar seus pensamentos automáticos negativos sobre as situações e, desta forma, verificar e corrigir possíveis pensamentos distorcidos que ele constrói devido a esta avaliação imediata, que estejam alterando o seu humor e até prejudicando a realização dos seus objetivos.” Seguem alguns trechos de um artigo de um sobre Erros Cognitivos de Luciana Viana, uma das precursoras deste método na abordagem Coaching no Brasil. Pensamento dicotômico É aquele pensamento preto-e-branco, o 8 ou 80, sabe? A pessoa vê uma situação em apenas duas categorias em vez de em várias alternativas. Exemplo: “Se eu não for um sucesso total, eu serei um fracasso.” A pessoa perfeccionista normalmente faz uso constante desse erro de pensamento e isso faz com que se sinta inadequada e desvalorizada quando o sucesso esperado não vem. Pensamentos dicotômicos tendem a contribuir para episódios depressivos e separações conjugais. Catastrofização Neste caso a pessoa prevê o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis. Exemplo: “Meu filho ainda não chegou, deve ter acontecido alguma coisa ruim. Esperarei mais um pouco, pois não conseguirei dormir mesmo.” Outros exemplos: “Meu namora do não atende o celular, deve estar com outra. Tudo está bem entre nós, mas sei que logo começará a me desapontar, pois não chegou ainda”. Minimização do positivo A pessoa diz para si mesma que experiências, atos ou qualidades positivas não contam. Exemplo: “Eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que eu seja competente. Eu apenas tive sorte.” A pessoa rejeita experiências positivas insistindo que elas não contam. Desqualificar o positivo tira a alegria da vida e faz a pessoa sentir-se inadequada e não recompensada. Este é o preço que a pessoa paga por não qualificar as coisas que acontecem em seu cotidiano. Argumentação emocional A pessoa pensa que algo deve ser verdade porque “sente” (em realidade, acredita), isso de maneira tão convincente que acaba por ignorar ou desconsiderar fatos e evidências. Exemplo: “Eu sei que eu faço muitas coisas certas no trabalho, mas eu ainda me sinto como se eu fosse um fracasso”. Rotulação Quando a pessoa habitua-se a colocar um rótulo global e fixo sobre si mesma, ou sobre os outros, sem considerar as ocorrências. Por exemplo: “eu sou idiota mesmo!” “Quão burra eu sou!” “Ele é um simplório!”, “Os homens são todos iguais!” Esses rótulos são simplesmente abstrações que levam à raiva, ansiedade, frustração e baixo amor próprio. Leitura mental A pessoa acha que sabe o que os outros estão pensando e não considera outras possibilidades mais prováveis. Exemplo: “Ele está pensando que eu não sei nada sobre esse projeto.” “Ele pensa que sou uma idiota.” É possível perceber essa distorção cognitiva quando se apresenta um trabalho acadêmico em público, pois normalmente a pessoa estará fazendo a seguinte leitura mental: “Ele está me olhando assim, pois deve estar pensando que estou falando abobrinhas”. Supergeneralização A pessoa tira uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação atual. Exemplo: “Nessa escola não tenho amigos, assim como era no colégio anterior.” A pessoa vê um episódio negaƟ vo como uma rejeição amorosa e estabelece um padrão de pensamento para situações similares. Outro exemplo comum: “Todos os meus namorados irão me trair”. Personalização Ocorre quando a pessoa guarda para si mesmo a inteira responsabilidade sobre um evento que não está sob seu controle. Por exemplo: “Eu não cuidei bem do meu filho, por isso ele está internado no hospital”. “Meu namorado me traiu porque eu estava estressada”. Esse tipo de distorção cognitiva gera muito sofrimento psicológico, pois está embasado na emoção “culpa”. Ditadura dos “deverias” É muito comum em personalidades do tipo obsessivo-compulsivo, pois emprega constantemente os termos: “eu deveria”, “eu tenho que”. Pessoas com características perfeccionistas utilizam esse erro de pensamento diariamente, gerando ansiedade constante. A pessoa também cria expectativas exageradas em relação ao comportamento dos outros, gerando afetos negativos quando estas não são preenchidas, bem como o adoecimento psicológico do tipo estresse, ansiedade generalizada, depressão. E, também, acontecimentos indesejáveis como separações conjugais são pertinentes a esse tipo de distorção cognitiva, bem como conflitos entre pais e filhos, educadores e educandos, gerências e subordinados, entre outras relações interpessoais. Vitimização A pessoa tende a sentir-se vítima e não responsável pelas suas escolhas. Percebe-se sem sorte ao invés de perceber que “quem faz, para si faz!” e que ela mesma é o “comandante do seu navio”, o “diretor da sua novela”. Por exemplo, tende a culpar os outros por sua má sorte no trabalho ou no amor. Gostou desse artigo? Ele se encontra no livro Coaching Gerando Transformações.  Clique aqui e baixe o livro Coaching Gerando Transformações. ________________ Edson S. Lima é Consultor e Analista Comportamental, Coach, Trainer, autor de conteúdo​ digital e co-autor do livro Coaching Gerando Transformações.

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